Publicado por: Elisandra Borba | 25 Junho, 2009

Racismo e futebol

Sem me estender muito, quero dar a minha opinião sobre o acontecido de ontem no jogo entre Grêmio e Cruzeiro.

Para quem não acompanhou, segundo jogador do Cruzeiro, Elicarlos, após uma dividida com Maxi López, jogador do Grêmio, este teria chamado o cruzeirense de Macaco.

Sou gremista deste o nascimento, na verdade, isso é mais herança que escolha, mas gosto de ser gremista. O problema é que não da para aceitar atitude preconceituosa vinda de ninguém. Ouvi algumas pessoas dizendo que foi no clima quente do jogo que isso aconteceu e o jogador do Grêmio não tinha a intenção e coisa e tal…

O problema é que o momento dramático não cria preconceitos. Se o jogador nao ao racismorealmente teve esse tom pejorativo para cima do outro, ele deveria ser preso sim. Esse racismo é algo que está dentro dele e apenas foi manifestado no momento de raiva. Não é esfriando os ânimos que isso se resolverá.

Não podemos aceitar o preconceito como se fosse uma atitude normal. Se o jogador errou, precisa ser julgado por isso.

“QUANDO DUAS MÃOS SE ENCONTRAM, REFLETE NO CHÃO A SOMBRA DA MESMA COR.” (desculpe, não tenho referências sobre essa frase. Algumas pessoas atribuem a Tony Tornado)

Publicado por: Elisandra Borba | 20 Junho, 2009

Alunos do Prouni também pensam

Sábado de manhã, plantão na Rádio, entre bocejos e coçadas no olho abro meu e-mail. Na caixa, chamou a atenção um e-mail enviado pelo MEC (Ministério da Educação): Parabéns alunos do Prouni. Bom, vou ler, vai ver é aniversário do projeto ou quem sabe ganhamos mais algum benefício… No corpo uma breve explicação para o link que seguia.

O que aconteceu, para sermos felicitados, é que os bolsistas obtiveram notas iguais ou superiores na avaliação do Enad. Nas matérias publicadas nos veículos de comunicação, material disponível no link enviado pelo Ministério, o tema central era o alívio das instituições de ensino superior causado pela divulgação dessa avaliação. As universidades  temiam “diminuir o brilho acadêmico” com ingresso de pessoas de baixa renda nas instituições.

Estou um pouco chocada, um pouco raivosa, um pouco irritada. Como assim? Não somos somente de uma classe social inferior, temos também uma capacidade intelectual diminuída. Por que eu tendo estudado em escola pública sou menos inteligente que os alunos das escolas privadas?

O que nos diferencia é a qualidade do ensino. Isso sim. Mas não a minha capacidade de aprender e de raciocinar. Não se deve confundir essas duas coisas. Não é porque não li A Moreninha que não tenho condições de interpretar Sócrates. Não é porque ficávamos três meses sem professor de geografia que não consigo aprender cartografia atualmente.

Além do mais, vamos comparar as provas de vestibulares de faculdades privadas com provas do Enem? Não é nenhuma novidade que as universidades privadas fazem vestibulares com critérios mínimos. Basta ter dinheiro para pagar a matrícula que o brilhante aluno de escola privada conseguirá uma vaga. De todo o meu círculo de amigos e conhecidos (que não é pequeno), não conheço um que não tenha passado num vestibular desses. Tem um que até ficou de suplente, mas foi chamado e se forma no próximo mês.

Olha o que foi divulgado na Folha de São Paulo: “O sociólogo Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, sugere duas hipóteses. A primeira é que isto indicaria que os bolsistas têm nível socioeconômico superior ao de seus colegas, o que mostraria que a focalização do programa não está sendo eficiente. A segunda é que, como há uma nota mínima no Enem para pleitear a bolsa, ficam de fora os alunos de nível menor, que ingressariam, sem ProUni, em cursos menos disputados”.

O nobre sociólogo acredita que: ou é fraude e a gente pode pagar sim a universidade (no meu caso com renda familiar de 550,00, levando em conta que cada disciplina custa 200,00 – poderia fazer duas por semestre, me formaria em 20 anos e não comeria, me vestiria, além de ter que ir a pé de Alvorada para São Leopoldo. Acho que é bem viável…), ou que os realmente pobres e sem cultura estão fora e só entra a “alta sociedade da classe baixa”. Uau! Eu sou da nata dos pobres!

Algumas considerações a respeito do motivo pelo qual um bolsista sempre terá nota maior ou igual a um pagante:

- Muitos (e não todos) dos pagantes estão na faculdade apenas por obediência aos pais que pagam (caro) para formar os filhos que não estão nem aí para o mundo e passam o tempo todo, ou conversando na aula e atrapalhando quem quer assistir, ou no barzinho do lado de fora do campus tomando cerveja, já que dentro dele é proibida a venda.

- Um bolsista precisa ter aprovação de no mínimo 75% das disciplinas cursadas no semestre e jamais vai arriscar perder a bolsa. Por isso, estuda a noite, depois de um dia inteiro de trabalho e chega na aula com os exercícios prontos e os textos lidos. Nos finais de semana cancela qualquer diversão porque tem uma resenha de cinco páginas para fazer sobre um livro de 500.

- O bolsista sabe que essa é uma das poucas oportunidades de ser alguém na vida e não vai deixar escapar a chance.

Então para essas pessoas preconceituosas, que não acreditam na capacidade intelectual da classe pobre brasileira, apresento meu blog, apresento meu currículo – construído com muito esforço e determinação e apresento minha situação curricular com todas as disciplinas aprovadas e sem necessidade de recuperar nenhuma nota nestes quatro anos.

Publicado por: Elisandra Borba | 19 Junho, 2009

Ética e verdade? para quê?

Custei a me manifestar aqui sobre a decisão do STF em derrubar o obrigatoriedade do diploma porque tinha apenas mais do mesmo para dizer. A propósito, não vou discorrer sobre minha opinião ou minha indignação. Vou apenas lançar algumas questões que me faltam ser respondidas:

1- O profissional sem diploma estará interessado em saber quais os códigos deontológicos que regem o jornalismo?

2- As disciplinas de ética, antropologia, história da arte e outras humanísticas não contribuem para formação humana do profissional? Aliás, jornalismo é só técnica ou há subjetividade?

3- Onde ficará a qualidade do material publicado?

Deixou aqui também o código de ética do jornalista brasileiro para reflexão. Será que pessoas sem o mínimo de conhecimento do curso saberão compreendê-lo e principalmente aplicá-lo?

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros
Capítulo I – Do direito à informação
Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.
Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:
I – a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas;
II – a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;
III – a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;
IV – a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as não-governamentais, deve ser considerada uma obrigação social;
V – a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à comissão de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.
Capítulo II – Da conduta profissional do jornalista
Art. 3º O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, estando sempre subordinado ao presente Código de Ética.
Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação.
Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.
Art. 6º É dever do jornalista:
I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
II – divulgar os fatos e as informações de interesse público;
III – lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;
IV – defender o livre exercício da profissão;
V – valorizar, honrar e dignificar a profissão;
VI – não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;
VII – combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas com o objetivo de controlar a informação;
VIII – respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;
IX – respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;
X – defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;
XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;
XII – respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;
XIII – denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;
XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
I – aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente para a precarização das condições de trabalho;
II – submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;
III – impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;
IV – expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;
V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
VI – realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;
VII – permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;
VIII – assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não tenha participado;
IX – valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.
Capítulo III – Da responsabilidade profissional do jornalista
Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor.
Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.
Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.
Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:
I – visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;
II – de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;
III – obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;
Art. 12. O jornalista deve:
I – ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;
II – buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;
III – tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;
IV – informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;
V – rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações;
VI – promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;
VII – defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e cultural;
VIII – preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades culturais;
IX – manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho;
X – prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição ou agressão em conseqüência de sua atividade profissional.
Capítulo IV – Das relações profissionais
Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções.
Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.
Art. 14. O jornalista não deve:
I – acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo, quando isso implicar substituição ou supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma empresa, o jornalista deve receber a remuneração correspondente ao trabalho extra;
II – ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;
III – criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria.
Capítulo V – Da aplicação do Código de Ética e disposições finais
Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional de Ética.
§ 1º As referidas comissões serão constituídas por cinco membros.
§ 2º As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas por voto direto, secreto e universal dos jornalistas. Serão escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente. Terão mandatos coincidentes, porém serão votadas em processo separado e não possuirão vínculo com os cargos daquelas diretorias.
§ 3º A Comissão Nacional de Ética será responsável pela elaboração de seu regimento interno e, ouvidos os sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos sindicatos.
Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:
I – julgar, em segunda e última instância, os recursos contra decisões de competência das comissões de ética dos sindicatos;
II – tomar iniciativa referente a questões de âmbito nacional que firam a ética jornalística;
III – fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;
IV – receber representação de competência da primeira instância quando ali houver incompatibilidade ou impedimento legal e em casos especiais definidos no Regimento Interno;
V – processar e julgar, originariamente, denúncias de transgressão ao Código de Ética cometidas por jornalistas integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos sindicatos;
VI – recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao Ministério Público dos casos em que a violação ao Código de Ética também possa configurar crime, contravenção ou dano à categoria ou à coletividade.
Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Parágrafo único – Os não-filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.
Art. 19. Qualquer modificação neste Código só poderá ser feita em congresso nacional de jornalistas mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de sindicatos de jornalistas.
Vitória, 04 de agosto de 2007.
Federação Nacional dos Jornalistas

Publicado por: Elisandra Borba | 27 Abril, 2009

Assaltante é espancado até a morte em Alvorada

O Caso aconteceu após tentativa de assalto a um motociclista que reagiu e foi baleado. O pai do mesmo, ao ver que o filho estava ferido tentou interferir e também levou um tiro. Os moradores da região ao perceberem a movimentação se voltaram contra o rapaz de 20 anos e o espancaram até a morte.

Confesso que meu primeiro pensamento foi: bem feito! Menos um! Aí meu lado humanístico começou a funcionar e notei que eu estava na verdade sendo injusta. Não dá pra ficarmos pensando que foi menos um. Temos que pensar, em primeiro lugar, o que gerou isso e em segundo lugar, o que ainda vai gerar.

Por que essa pessoa estava assaltando? Ele simplesmente nasceu com má índole e mereceu pagar por isso ou o sistema criou um criminoso? Esse, agora chamado de marginal, foi uma criança um dia e talvez tenha sonhado em ser policial, bombeiro, médico ou apenas, adulto. Não acredito que em seus planos para o futuro estava ser bandido.

Além disso, será que ele tinha mãe, filho, irmãos? E essa morte vai provocar o que nessa família? Se ele possuía filho ou irmão pequeno, eles serão adultos idôneos ou pessoas revoltadas com o acontecido? As pessoas que o espancaram até a morte terão um futuro de tranquilidade sem a presença desse assaltante ou terão pesadelos ao lembrarem de cada soco e chute dados?

Não estou defendendo de forma alguma o assaltante, até porque já passei por um assalto e sei bem o trauma que isso traz para a vida da gente. Estou questionando apenas se a solução é essa mesmo ou se deveríamos pensar melhor em outras formas de resolução. Vamos começar a temporada de caça aos bandidos ou vamos pensar num futuro sem criminalidade, educando melhor aqueles que vão gerir este futuro?

O rapaz em questão seria levado, caso não tivesse morrido a caminho do hospital, para o presídio central. O que teria acontecido com ele depois de cumprir pena? Sairia de lá renovado e restaurado para uma vida de purificação ou teria feito deste local uma escola e assim aprimorado suas técnicas de marginalidade?

Fica o convite para este início de semana que precede um feriado prolongado: Vamos pensar melhor na questão carcerária? Vamos pensar no presídio dentro da cidade? Vamos pensar na educação? Vamos pensar na nossa educação? Será que não somos nós que formamos marginais com nossos pensamentos egoístas e mesquinhos? Um a menos sim, mas quantos nasceram somente neste final de semana?

Publicado por: Elisandra Borba | 20 Abril, 2009

Doação de medula é doação de vida

Conforme expliquei em outro blog que faço parte, estou começando uma campanha pessoal para a doação de medula óssea. Uma atitude bastante simples, que pode salvar muitas vidas. Não tenho lá tanta imaginação para fazer um texto diferente contendo o mesmo conteúdo, por isso, posto abaixo o mesmo que publiquei no Blog Jogo de Damas. Para quem já leu por lá, peço a compreensão, já que sei que tenho leitores distintos aqui também.

Quando a gente faz uma boa ação, o primeiro sentimento que temos é de missão cumprida. “Fiz aquilo que estava ao meu alcance”. Mas, sempre existe a possibilidade de fazer mais. Principalmente se este mais vai ajudar a salvar vidas.

Sempre quis ser doadora de medula. Via as campanhas na televisão e pensava que devia me cadastrar. Há alguns meses, incentivada por meu colega de trabalho fui doar sangue pela primeira vez e aproveitei para fazer o cadastro no banco nacional de medulas. Fiquei bastante contente com esta primeira etapa e torcendo muito para que eu seja compatível com alguém que esteja precisando. Pronto: missão cumprida.

Nada… Quarta-feira passada (15/04), na Band News 3ª edição, o deputado Beto Albuquerque, que perdeu um filho recentemente em decorrência de leucemia falava sobre a doação, e trouxe números bastante tristes de pessoas que precisam de transplante em relação ao número de cadastrados. Segundo ele, aqui no RS é ainda mais complicado, porque fomos colonizados de forma diferente que em outras regiões do país e isso diminui a possibilidade de encontrar doadores compatíveis. Mas, se mais gaúchos se cadastrassem, as filas seriam extintas. Isso me fez perceber que ainda não cumpri a missão e por isso ocupo agora este espaço, para abraçar a campanha.

Meu cadastro, eu fiz no hemocentro do Hospital de Clínicas, como foi junto com a doação de sangue, eles aproveitaram para tirar um frasquinho a mais para a amostra. Quem for doar sangue, precisa avisar no balcão de informações que também quer ser doador de medula, quem quiser apenas se cadastrar, vai ao mesmo local, preenche um formulário simples, com seus dados pessoais, retira uma amostrinha de sangue e pronto.

Conheço pessoas que não o fazem por medo de agulha… Medo da dor… Será que a dor da agulha, que afirmo que é quase inexistente, não é totalmente insignificante perante a dor de quem sofre com essa doença terminal?

Segue algumas informações retiradas do site do INCA (Instituto Nacional de Câncer):

• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.

• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação. • Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!

• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.

Onde fazer o cadastro?

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Rio Grande do Sul – HEMORGS

Av. Bento Gonçalves nº 3.722 – Partenon – Porto Alegre – RS

Telefone: (51) 3336-6755 / 3336-2843

Banco de Sangue do Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Rua São Manoel, 543 / 2° Andar – Rio Branco – Porto Alegre – RS

Telefone:(51) 2101-8504

Hemocentro Regional de Santa Rosa

Rua: Boa Vista, 401, Centro – Santa Rosa – RS

Telefone: (55) 3511-4343

Está feita a campanha, vamos salvar vidas!

Quem se cadastrar posta um comentário aqui para incentivar aqueles que ainda não o fizeram!

Quem será o primeiro?

Publicado por: Elisandra Borba | 1 Abril, 2009

Jornalista, só com diploma

(Abro espaço para divulgar o e-mail recebido do presidente da Fenaj. É extenso, mas necessário)

Em 1964, há 45 anos, na madrugada de 1º de abril, um golpe militar depôs o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura de 21 anos no Brasil. Naquela época, todos os setores, inclusive o Jornalismo, e liberdades democráticas foram atingidas e sofreram por mais de duas décadas.

Em 2009, a sociedade brasileira pode estar diante de um novo golpe, mais direcionado que então. Desta vez, especificamente contra o seu direito de receber informação qualificada, apurada por profissionais capacitados a exercer o Jornalismo, com formação teórica, técnica e ética.

A exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, em vigor há 40 anos (1969/2009), encontra-se ameaçada. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, também em 1º de abril, o recurso que questiona a constitucionalidade da regulamentação profissional do jornalista. O ataque à profissão é mais um ataque às liberdades sociais, cujo objetivo fundamental é desregulamentar as profissões em geral e aumentar as barreiras à construção de um mundo mais pluralista, democrático e justo.

É importante esclarecer: defender que o Jornalismo seja exercido por jornalistas está longe de ser uma questão unicamente corporativa. Trata-se, acima de tudo, de atender à exigência cada vez maior, na sociedade contemporânea, de que os profissionais da comunicação tenham uma formação de alto nível. Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

O ofício de levar informação à sociedade já existe há quatro séculos. Ao longo deste tempo foi-se construindo a profissão de jornalista que, por ter tamanha responsabilidade, à medida que se desenvolveu o ofício, adquiriu uma função social cada vez mais fundamental para a sociedade. E para dar conta do seu papel, nestes quatro séculos, o Jornalismo se transformou e precisou desenvolver habilidades técnicas e teóricas complexas e específicas, além de exigir, também sempre mais, um exercício baseado em preceitos éticos e que expresse a diversidade de opiniões e pensamentos da sociedade.

Por isso, a formação superior específica para o exercício do Jornalismo há muito é uma necessidade defendida não só pela categoria dos jornalistas. A própria sociedade, recentemente, já deixou bem claro que quer jornalista com diploma. Pesquisa do Instituto Sensus, realizada em setembro de 2008, em todo o país, mostrou que 74,3 % dos brasileiros são a favor da exigência do diploma de Jornalismo. E a população tem reafirmado diariamente esta sua posição, sempre que reclama por mais qualidade e democracia no Jornalismo.

A Constituição, ao garantir a liberdade de informação jornalística e do exercício das profissões, reserva à lei dispor sobre a qualificação profissional. A regulamentação das profissões é bastante salutar em qualquer área do conhecimento humano. É meio legítimo de defesa corporativa, mas sobretudo certificação social de qualidade e segurança ao cidadão. Impor aos profissionais do Jornalismo a satisfação de requisitos mínimos, indispensáveis ao bom desempenho do ofício, longe de ameaçar à liberdade de Imprensa, é um dos meios pelos quais, no estado democrático de direito, se garante à população qualidade na informação prestada – base para a visibilidade pública dos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas.

A existência de uma Imprensa livre, comprometida com os valores éticos e os princípios fundamentais da cidadania, portanto cumpridora da função social do Jornalismo de atender ao interesse público, depende também de uma prática profissional responsável. A melhor forma, a mais democrática, de se preparar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em Jornalismo.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Somos mais de 60 mil jornalistas em todo o país. Milhares de profissionais que somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão, e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o Jornalismo praticado hoje no Brasil.

E não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos de interesses privados e motivações particulares. Os jornalistas esperam que o STF não vire as costas aos anseios da população e vote pela manutenção da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. Para o bem do Jornalismo e da própria democracia.

Sérgio Murillo de Andrade – sergio@fenaj.org.br

Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

Publicado por: Elisandra Borba | 31 Março, 2009

Presídio Estadual pode vir para Alvorada

Hoje pela manhã foi anunciada pelo Secretário da Segurança Pública do Estado, Edson Goularte, a pretensão de instalar o presídio modelo do Estado em Alvorada. O projeto deve ser anunciado até o final de abril, mas já gera manifestações negativas por parte do prefeito Carlos Brum e provavelmente de grande parte da população alvoradense. Nada fora do comum, até porque outros municípios já fizeram este tipo de protesto e espantaram de seus terrenos a possibilidade da implantação do presídio.

O que me chama a atenção e me desagrada é que estes municípios que não querem a construção em suas cidades, incluindo Alvorada, exporta uma quantidade considerável de transgressores da Lei para outros municípios. Mais ou menos assim: “uma coisa é mandarmos nossos delinquentes para Charqueadas, outra é acolher os presos dos outros”.

O presídio deve ter capacidade para 450 detentos. Ora, essa quantia a gente enche só com os nossos e ainda economizamos no translado.

Não sei porque seria ruim ter um presídio na cidade. Acredito que inclusive geraria progresso. Seria necessário melhorar a estrada, que nas proximidades do Distrito Industrial é esquecida. Além disso, ganharíamos mais segurança. Sim. Muito mais policiamento já que o presídio será altamente controlado.

A população deve temer motins ou fugas, mas ora, não podemos nos casar pensando no divórcio, assim como não podemos construir um presídio de segurança máxima pensando que os detentos fugirão. Pela lógica apenas ganharemos. Será um lugar a mais para abrigar os infratores, assim não estarão soltos nas ruas, ganharemos mais segurança e o governo ainda por cima não descarta uma troca, ou seja, fazer alguma obra pública que a cidade esteja precisando em troca do terreno que vai abrigar a penitenciária.

Não sejamos tão egoístas e medíocres a ponto usar como filosofia a frase: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. E se a capital é da solidariedade, solidarizaremos com o problema da superpopulação nos presídios.

Publicado por: Elisandra Borba | 26 Março, 2009

eu até tento…

logo_diploma_2009_oval1Tento de verdade falar de coisas positivas de nossa cidade. Hoje mesmo, visitando o site (novo) da prefeitura, vi uma manchete que achei interessante. Ia até falar sobre isso, mas não aguentei ao ver a forma como fora redigido o release. Parece mais poesia que notícia. Qual a intenção? Pintar um mundo cor-de-rosa ou contar o que aconteceu?

E depois ainda querem acabar com o diploma de jornalismo (aproveito para fazer minha campanha aí do lado).

Vamos fazer uma mobilização por estudantes de jornalismo na assessoria da prefeitura? E mais do que isso:  Um assessor formado em jornalismo. será que tem? e se foi feito por um… nossa… ta na hora de trocar.

Aqui a matéria que me refiro.

Publicado por: Elisandra Borba | 28 Fevereiro, 2009

Alvorada na copa de 2014

Foto: Sandro Rogério / Divulgação PMPA

Foto: Sandro Rogério / Divulgação PMPA

José Fortunati, vice-prefeito de Porto Alegre e Secretário da Copa na Capital visitou, a convite do prefeito Brum, as instalações do Pedra Branca Futebol Clube. Confesso que nunca tinha ouvido falar neste clube, mas acredito que seja o conhecido como “Foguinho”, se estiver errada, por favor, me corrijam. A intenção não é sediar jogos na cidade, claro, mas ceder a locação para treinos das seleções.

Recebi esta notícia (como diria a Sandy) com um misto de prazer e agonia. Ponto para Carlos Brum. Se realmente o local for escolhido para tal, a cidade deve receber investimentos e se bem aplicados resultarão em melhorias. Mas… Se as obras continuarem sem finalização, com projetos mal feitos e de pouca durabilidade o trabalho não trará nada além de alguns meses de movimentação.

(Lembram o tal asfalto da minha rua? Pois é… o meio fio está lá, mas nem sinal de asfalto ou homens trabalhando. E o fulano ganhou a eleição…).

Vamos esperar e ver no que dá. Prefeito (sei que tens seus informantes em relação a este blog), não acostuma com os elogios. Como diria Marcelo Tas: “Eles estão a solta, mas nós estamos correndo atrás”.

Publicado por: Elisandra Borba | 16 Fevereiro, 2009

Notícias que vão mudar o mundo

Estava eu hoje olhando as capas dos principais portais de notícias do Brasil, a fim de encontrar algum assunto interessante para trazer aqui para o blog. E fiquei impressionada com a quantidade de notícias TOTALMENTE sem relevância.

Não sou contra os sites de fofocas ou coisa semelhante, até leio quando o assunto me interessa (sou uma confessa espectadora de BBB, se julgar necessário falo disso mais adiante). Só achei as manchetes realmente sem importância. E o pior é que estavam na capa, eu não precisei clicar em link algum para vê-las.

Compartilho com vocês aqui:

Folha online:

fashion
Justin Timberlake é eleito o mais estiloso dos EUA

Nos EUA

Madonna passa Dia dos Namorados com Jesus Luz

Cães são convidados especiais em micareta no interior de São Paulo

G1

Óctuplos nos EUA

‘Fiquei mais de oito anos sem sexo’, diz mãe

Britney ‘eternizada’

Veja como é a nova estátua da cantora pop

Zero Hora

Britney Spears ganha
nova estátua de cera

Estadão

Garota de 12 anos casa com cachorro

Que Deus me proteja e eu não precise trabalhar nessa editorias…

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