Publicado por: Elisandra Borba | 20 Maio, 2008

O circo está armado

O circo é uma das expressões artísticas mais antigas do mundo. Segundo a história, ele teve início com os povos nômades da Eurásia.

No Brasil, essa história começa no século XIX com famílias e companhias vindas da Europa. Eles se agrupavam em guetos e manifestavam seus sentimentos através de interpretações teatrais. Desde então, o circo já passou por diversas fases.

Na década de 80, havia dois mil circos em atividade no Brasil, segundo o Ministério da Cultura, hoje há apenas 300. Ou seja, uma média de 60 companhias baixando as lonas por ano.

“Acho que o circo é uma bela arte e carrega um monte de metáforas da vida, mas o mundo atual relegou o circo ao nada, tristemente.” Reclama Luis Aguieira, 29 anos.

Mas a falência é algo que parece não fazer parte dos pesadelos do Cirque du Soleil. O espetáculo Alegria, um dos seis que compõem o repertório da companhia canadense, chegou a Porto Alegre, numa temporada que dura de 15 de maio à 08 de junho.

Uma das produções mais populares do Cirque du Soleil, o espetáculo Alegría, conta a história de um reino onde não há rei. Nesta ausência de um monarca, inicia-se uma grande luta pelo poder de tal reino. Todos os personagens envolvidos na história querem este poder, independente de como ou onde estejam.

Shows de contorcionismo, palhaços, bambolês, barras russa e aérea levantada, além de um espetáculo à parte de luzes e efeitos que encantam os olhos. É isso que quem visitar a tenta armada na Avenida Diário de Notícias em Porto Alegre vai encontrar.

Em virtude de obras nessa avenida, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), montou um esquema especial para amenizar os transtornos. Além disso, segundo o diretor de transportes da EPTC, Fernando Michel, haverá durante a temporada intensificação na oferta de linhas de ônibus que levam ao local.

Já que o circo é uma retomada à inocência infantil, poderia-se pensar na possibilidade de deixar os carros em casa e utilizar quem sabe um transporte coletivo, delegando a preocupação de dirigir nas mãos de um profissional e ainda contribuir para a redução de CO2 na atmosfera.


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